O SANTO DIALÉTICO

     O espetáculo “O Santo Dialético” é resultado de pesquisa de 11 meses do projeto “A Teoria do Brasil”, contemplado pela Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo e teve sua estréia em 20 de fevereiro de 2016 na sede do Teatro do Incêndio em São Paulo, cumprindo até temporada 4 de dezembro do mesmo ano.

     Voltou em cartaz em 2019 em 12 apresentações  compondo o projeto de repertório do grupo composto também dos espetáculos “São Paulo Surrealista”, “O Pornosamba e a Bossa Nova Metafísica”, “A Gente Submersa” e “Rebelião – O Coro de Todos os Santos”.

   “A Gente Submersa” é o primeiro espetáculo autoral do projeto homônimo contemplado pela Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Inaugurou a sede própria do Teatro do Incêndio em 2017, ficando em cartaz de 16/09 a 10/12 do mesmo ano com lotação esgotada em todas as sessões.

    O espetáculo foi remontado e apresentado em novembro de 2019 dentro do projeto de repertório do grupo composto também dos espetáculos “São Paulo Surrealista”, “O Pornosamba e a Bossa Nova Metafísica”, “O Santo Dialético” e “Rebelião – O Coro de Todos os Santos”.

Sinopse
    

     A peça – que resultou do processo de pesquisa do projeto A Teoria do Brasil – investiga os vestígios da essência ancestral do brasileiro por meio de pessoas que perderam o contato com suas origens, vivendo em São Paulo, e passaram a habitar um mundo determinado por valores urbanos.

     O Santo Dialético é dividido em dois atos e parte do ponto de vista de pessoas comuns, inquietadas pelo esquecimento e pela perda de fatos de sua própria história, que seguem em busca de uma mitologia que possa explicá-la. A peça propõe o entendimento da descaracterização do negro, do índio e do próprio europeu (transformados em outra raça), indo à procura desse “novo povo”, o brasileiro, levando cada personagem numa espécie de voo interior rumo à própria raiz.

     No enredo, seis histórias paralelas criam um mosaico da mistura racial brasileira: um índio, tirado aos oito anos de sua tribo por padres, retorna do seminário para encontrar sua aldeia; uma moradora de rua acredita ter sido chamada para uma missão e encontra o sincretismo pelo caminho; um casal negro, evangélicos, vive o drama de não conseguir ter filhos, enquanto o marido é atormentado por ritmos antigos que ele não reconhece; e um publicitário não se encontra no próprio corpo, enquanto sua mulher sofre de uma doença terminal. Com música ao vivo e trilha sonora original, a peça propõe uma paisagem diversa, levando o público por lugares do centro, periferia e interior do Brasil. No intervalo, pratos da culinária brasileira, preparados durante o primeiro ato pelo próprio diretor, são oferecidos ao público como celebração coletiva.

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